
A certeza que teremos, desde ser, simplesmente saber
Que cresceremos, e o tempo se encarregará do resto
Na verdade, do restante, iniciamos então a contagem regressiva
Basta virar a ampulheta e esperar.
Ou simplesmente se movimentar, não deixar o tempo assim, passar
Viver cada minuto, tornando-o começo, meio e fim
de maneira indescritível, memorável, incomparável
Fazer história e permitir que a história se faça
Num espetáculo de risos, decepções, conquistas, abraços, risos, choros, lamentações.
De amores, ah sim, infinitos, eternos, passageiros, intensos, único amor
Escrever e descrever cada novo passo, cada novo laço, como o primeiro e último de muitos, mas nunca sem perder o nó.
Aprendi que não sei ao certo onde a estrada vai terminar,
mas sei que posso escolher qual delas vou trilhar
E por onde passar, cada novo fruto colher,
assim como as pedras de lugar vou mudar,
não importa se vai ser melhor, o que importa é não parar.
Quando então tiver a certeza de que a estrada terminou,
quero não olhar pra trás, quero apenas lembrar de cada árvore nova que plantei, cada flor nova que nasceu, cada novo entardecer que admirei
Que a plenitude mantenha-me saúde, para que toda conquista não venha falhar,
Cuide dela, para não me abandonar,
À família me acompanhe, mesmo quando chato e cabeça dura eu for, até mesmo quando achar que não existe mais o amor.
Vou partir com teu sorriso no rosto, com minha alegria em teu semblante, minhas dúvidas de vida em tua mente, meu conforto em teu coração.
Quero teu gesto singelo de presente
Mesmo quando achares que estou ausente
te lembras que és tu, parte da minha história, da minha vida, do meu chão.
Que a ti nada faltes,
mesmo nas noites de frio o calor do meu amor lhe salte
Inebriando-te em conforto e carinho
Da certeza de que nunca estamos sozinhos
Chora, se desejar,
mas não prolongue demais o choro
Pois não precisas que te afogues em teus prantos
Me tomo à mão um lenço de pano, para te consolar
Sim, hoje é dia de alegria, é chegada a hora da partida
O trem está chamando, e ninguém ficará pra traz
Todos serão lembrados, venerados
É o que todos fazemos quando chega a tal chamada saudade
Mas te peço de coração, não me lembres apenas quando eu for
Te recorde sempre deste tão grande amor
Viva intensamente este tão grande amor
Pois quando a estrada terminar
Só pra frente vou olhar
Em frente vou lembrar
Do teu amor, de te amar.
Testemunho aqui meus sentimentos e vontades eternas,
que a vida seja bela, que na partida, não haja espera, tão pouco a demora, pois aguardo pela Capela
Fecham-se as cortinas, o espetáculo vai terminar
Aplausos, risos, gargalhadas, descontentamentos, vão ficar
Mas na memória, a história, já está.
Autor: Leonardo Barajas de Morais - (20/08/06)