Eu não quero tratar aqui de sentimentalidades sem sentimento,
Tão pouco me abrir em comentários sem fundamento, sem nexo, sem sucesso
Talvez seria melhor simplesmente calar, deixar a presença do silêncio falar, agir
Desconectar a alma do coração
Tão pouco teria coragem, e não me deram tal razão
Que sentimento egoísta é esse que me prende, me esquece
Resvalece de não poder sequer sentir
Já que a muralha que aqui levanto, tenta esconder este pranto
Que talvez algum dia, será enxuto num manto,
De alegria, felicidade, limpeza, pureza, simples e singela destreza
Mas até agora, nao me resta senão as ondas da praia, nesta encosta
Explodindo cada bolha da espuma, que o mar lança em minha direção
O desespero angustiante de querer gritar
No momento exato em que a voz falhar
Não me deixar tocar, respirar, temer, menos ainda ver
Que as tentativas de abrir tal ostra, é revelar um lindo brilhante
A pérola que não quer sair, não quer nascer
Seja a mesma intocada, guardada,
Não importa dentro de mim ou de você
Quer saber? Vou viver feliz, que as pedras brilhem por onde for
Mas que dentro delas haja amor
Que seja puro de coração, de alma, de paixão
Trazendo uma luz que, simples, aquece e irradia,
Renova a energia, satisfação; decorra dos mais puros e repletos sentimentos
Não tendo mais o que sentir e desejar
Só posso dizer adeus, por contigo não mais estar.
..:: Leonardo Barajas de Morais - 21/02/06 - 14h00 ::..

