terça-feira, 13 de julho de 2010

Pérola....(Saudades...)



Eu não quero tratar aqui de sentimentalidades sem sentimento,
Tão pouco me abrir em comentários sem fundamento, sem nexo, sem sucesso
Talvez seria melhor simplesmente calar, deixar a presença do silêncio falar, agir
Desconectar a alma do coração

Tão pouco teria coragem, e não me deram tal razão
Que sentimento egoísta é esse que me prende, me esquece
Resvalece de não poder sequer sentir
Já que a muralha que aqui levanto, tenta esconder este pranto

Que talvez algum dia, será enxuto num manto,
De alegria, felicidade, limpeza, pureza, simples e singela destreza
Mas até agora, nao me resta senão as ondas da praia, nesta encosta
Explodindo cada bolha da espuma, que o mar lança em minha direção

O desespero angustiante de querer gritar
No momento exato em que a voz falhar
Não me deixar tocar, respirar, temer, menos ainda ver
Que as tentativas de abrir tal ostra, é revelar um lindo brilhante

A pérola que não quer sair, não quer nascer
Seja a mesma intocada, guardada,
Não importa dentro de mim ou de você
Quer saber? Vou viver feliz, que as pedras brilhem por onde for
Mas que dentro delas haja amor

Que seja puro de coração, de alma, de paixão
Trazendo uma luz que, simples, aquece e irradia,
Renova a energia, satisfação; decorra dos mais puros e repletos sentimentos
Não tendo mais o que sentir e desejar
Só posso dizer adeus, por contigo não mais estar.

..:: Leonardo Barajas de Morais - 21/02/06 - 14h00 ::..

sábado, 15 de maio de 2010


Amor não se declara em um dia
não se demonstra em um instante
não se eterniza em um segundo
tão pouco a eternidade o valida

Amor não se dá porque se recebe
tão menos se ganha porque se padece
amor a gente troca, a gente doa
não importa o tamanho da alma
seja ela má ou boa

Amor a gente não explica, acontece
Ah, se pudesse, aconteceria sim
Apenas quando eu quisesse
Não quando o coração resolve
E de repente tudo acontece

Ah o amor, amar, amante,
Sentimento eternamente puro
Solitariamente sujo
umas vezes banal
certas vezes animal

Sem contar o amor maternal
Paternal, amor de amigo, amor de irmão
Amor de pele, amor de tesão
Amor de compaixão
Amor que dá a vida
Que nos atira pedras ou nos tira do chão

São tantas formas de tê-lo
milhares maneiras de explicá-lo
Não quere-lo, ou aceitá-lo
Coisinha danada de boa
Que um dia um sábio ser inventou
É isso, simplesmente ou inexplicavelmente
O amor.

Autor: Leonardo Barajas de Morais (09/06/05)

domingo, 9 de maio de 2010

O que eu quero (adaptado do texto "O que eu não quero" de Mario Quintana

Tempos de Inspiração


A certeza que teremos, desde ser, simplesmente saber
Que cresceremos, e o tempo se encarregará do resto
Na verdade, do restante, iniciamos então a contagem regressiva
Basta virar a ampulheta e esperar.

Ou simplesmente se movimentar, não deixar o tempo assim, passar
Viver cada minuto, tornando-o começo, meio e fim
de maneira indescritível, memorável, incomparável
Fazer história e permitir que a história se faça

Num espetáculo de risos, decepções, conquistas, abraços, risos, choros, lamentações.
De amores, ah sim, infinitos, eternos, passageiros, intensos, único amor
Escrever e descrever cada novo passo, cada novo laço, como o primeiro e último de muitos, mas nunca sem perder o nó.

Aprendi que não sei ao certo onde a estrada vai terminar,
mas sei que posso escolher qual delas vou trilhar
E por onde passar, cada novo fruto colher,
assim como as pedras de lugar vou mudar,
não importa se vai ser melhor, o que importa é não parar.

Quando então tiver a certeza de que a estrada terminou,
quero não olhar pra trás, quero apenas lembrar de cada árvore nova que plantei, cada flor nova que nasceu, cada novo entardecer que admirei

Que a plenitude mantenha-me saúde, para que toda conquista não venha falhar,
Cuide dela, para não me abandonar,
À família me acompanhe, mesmo quando chato e cabeça dura eu for, até mesmo quando achar que não existe mais o amor.

Vou partir com teu sorriso no rosto, com minha alegria em teu semblante, minhas dúvidas de vida em tua mente, meu conforto em teu coração.
Quero teu gesto singelo de presente
Mesmo quando achares que estou ausente
te lembras que és tu, parte da minha história, da minha vida, do meu chão.

Que a ti nada faltes,
mesmo nas noites de frio o calor do meu amor lhe salte
Inebriando-te em conforto e carinho
Da certeza de que nunca estamos sozinhos

Chora, se desejar,
mas não prolongue demais o choro
Pois não precisas que te afogues em teus prantos
Me tomo à mão um lenço de pano, para te consolar

Sim, hoje é dia de alegria, é chegada a hora da partida
O trem está chamando, e ninguém ficará pra traz
Todos serão lembrados, venerados
É o que todos fazemos quando chega a tal chamada saudade

Mas te peço de coração, não me lembres apenas quando eu for
Te recorde sempre deste tão grande amor
Viva intensamente este tão grande amor
Pois quando a estrada terminar
Só pra frente vou olhar
Em frente vou lembrar
Do teu amor, de te amar.

Testemunho aqui meus sentimentos e vontades eternas,
que a vida seja bela, que na partida, não haja espera, tão pouco a demora, pois aguardo pela Capela
Fecham-se as cortinas, o espetáculo vai terminar
Aplausos, risos, gargalhadas, descontentamentos, vão ficar
Mas na memória, a história, já está.

Autor: Leonardo Barajas de Morais - (20/08/06)